Lucíola – José de Alencar

Lucíola – José de Alencar

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Lucíola de José de Alencar é um romance que fala de Paulo Silva e Lúcia, uma mulher por quem se apaixona quando a vê passar em um carro, ao chegar no Rio de Janeiro.

Ele é logo alertado pelo seu amigo Sá, que ela não é do tipo de mulher com quem se casa e monta uma família.

Lúcia é uma cortesã de luxo, como eles chamavam as prostitutas na época. Mas apesar dos alertas, ele se apaixona pela mulher de cabelos e olhos negros e pela alva, que do carro em que passava, o ouve dizer o quanto era bela e o quanto sua alma deveria ser pura.

Neste momento ele ainda não conhecia a face de Lúcia, a cortesã. Com os carros parados, devido a um pequeno congestionamento, ela deixa cair o seu leque e Paulo corre para pegar o objeto e entrega a ela, quando percebe que em seu rosto de profunda beleza, guardava um ar triste.

 

Romance erótico?

Paulo e Lúcia vivem um romance tórrido, eles são uma ilha que os separa, pelo menos é o que tentam, da sociedade conservadora carioca.

Apesar das pessoas de seu círculo: Sá, Couto, Cunha serem fervorosos hedonistas, são extremamente conservadores no tocante a honra feminina, e tratam as cortesãs, como apenas empregadas do sexo.

Este preconceito vai interferir de diversas maneiras no relacionamento dos dois e Paulo chega, por muitas vezes a ser cruel com Lúcia. Ela com sua força, retribui este sentimento e também por vezes o manipula.

Lúcia é entre as cortesãs a mais poderosa. Ciente de seu lugar na sociedade ela se torna a mais cobiçada e a mais ricas entre as suas, o que causa inveja de algumas colegas.

Paulo se rende aos seus encantos e chega a passar quase que todo tempo com ela. Nestes momentos consegue ver em Lúcia duas pessoas distintas. Uma hora é tão ardilosa e má como o próprio Lúcifer, no romance ela chega a ser chamada assim por um dos colegas de Sá em uma de suas festas eróticas, e no outro é uma menina cálida, servil e até inocente.

A descrição dos momentos íntimos entre Paulo e Lúcia, são bem interessantes de se ler. Esta, na minha opinião, é a parte mais interessante do livro: ver como o erotismo e o sexo eram descritos há quase cento e cinquenta anos!

José de Alencar tem uma mão ótima para criar cenas e suas descrições, se você puder transportar o seu pensamento para a época, chegam a ser como ele próprio diria inebriantes.

 

Dupla personalidade

Outro ponto forte do livro é como a dupla personalidade de Lúcia é representada. O escritor consegue passar a dualidade a contradição da sua mente com uma competência que só vi igual em Dostoiévski.

Ao final do livro esta condição é explicada. Fica claro o motivo de Lúcia, que na verdade se chama Maria da Glória, virou cortesã.

 

José de Alencar

José de Alencar nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1 de maio de 1829.

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, teve intensa carreira política como deputado, ministro e outros cargos.

Em 1856 publicou seu primeiro romance, Cinco Minutos, seguido por “A Viuvinha” (1857).

Foi com “O Guarani” (1857) que José de Alencar tornou-se um escritor reconhecido pelo público e pela crítica.

Vitimado pela tuberculose, faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877.

Sua obra é dividida em quatro fases e é tida como uma das maiores representações do Romantismo brasileiro.

 A primeira, a dos romances indianistas:

  • “Iracema” (1865),
  • “Ubirajara” (1874)
  • “O Guarani”.

A segunda fase, a dos romances históricos:

  • “Minas de Prata” (vol. 1: 1865; vol. 2: 1866)
  • “Guerra dos Mascates” (vol. 1: 1871; vol. 2: 1873).

A terceira fase é a dos romances regionalistas:

  • “O Gaúcho” (1870)
  • “O Tronco do Ipê” (1871)
  • “Til” (1871).

Por fim, a última fase é a dos romances urbanos:

  • “Lucíola” (1862)
  • “Diva” (1864)
  • “A pata da Gazela” (1870).

Abaixo, a Lucíola (nome aliás que não aparece no livro), boa leitura.

É só clicar, baixar e ler!

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